sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um amor mal-entendido


Acho que nem acordei hoje. Não acordei porque quase não dormi. Fez frio ontem. Senti frio ontem. Senti a sua falta. Senti medo. Me acostumei a dormir mal, mas com você nos meus braços. A sua ausência me dói demais. Insuportável.

Faz poucas semanas que te perdi, mas cada dia tem 24 infinitas horas. E cada hora dura 60 intermináveis minutos. Tento dormir pro tempo passar mais rápido. Tento sair, pra não te ver, na minha cabeceira, sorrindo. Linda. Tento olhar pra nada pra não fechar os olhos e chorar. Por que você se foi? Por que não está mais aqui, apertando o meu peito no sofá? Alegre como crianças de comerciais de margarina quando eu chego com o café da manhã na cama. Por que o seu sorriso some quando você pensa em mim? Por que eu te perdi?

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Você não faz idéia da falta que me faz. Que saudade da sua barba mal feita. Do seu peito, magro, mas gostoso de descansar. Como eu adoro o seu cafuné! Como eu adoro o seu carinho, sua preocupação comigo! Que delícia eram as suas surpresas. Acordar com tantos beijos, com um café da manhã caprichado na cama. Ou levantar e abrir o armário e encontrar flores que, como você, acordaram cedo pra não me acordar nem me permitir desconfiar. Como você foi importante pra mim!
Preciso de você. Amo você. Não consigo ficar afastada de você. Não sei o que eu faço. A confiança se quebrou. Não consigo mais olhar pra você e ver a mesma pessoa. Por que você fez isso?

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Meu amor, por que você não me dá uma chance? Por que você não me explica por que eu te perdi? O que foi que eu fiz de errado? Te protegi demais? Não te deixei ter seu espaço? Fiz todas as suas vontades? Eu posso ser menos intenso! Posso te cobrar menos. Posso ser menos eu. Aliás, não sei mais o que sou eu. Eu passo por você. E, sem você, não sei por onde começar essa resposta. Me diz alguma coisa! Preciso de você

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Você nunca poderia ter feito isso comigo! Meu coração foi rasgado por aquela ligação... Cada uma das palavras ecoava no seu ouvido. Por mais que não conseguisse acreditar, ela tinha sido agredida com aquela revelação. Não sabia nem podia voltar atrás! Como ele fez isso comigo?!

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Ele beirava o desespero. Nunca havia amado tanto na vida. Nunca tivera alguém como ela. Nada lhe importava mais do que cada momento que viveram juntos – e que ele desejava que vivessem de novo! Nunca a trocaria por ninguém!

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“Estou tendo um caso com o seu marido... TIC” Foi isso que ela ouviu, antes de a ligação ser interrompida. O mundo parou. Seu mundo caiu. Ela caiu. Chorou desesperada. Tentou ouvir mais. Gritou! “Essa desgraçada nem me deixou falar!”

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Do outro lado, a mulher congelou: “Merda, isso é um nove ou um quatro?!”

Um comentário:

  1. Seu fanfarrão da porra!!!!

    tb tenho, mas é pra falar de coisa séria.

    maneiro teu blog, vamos marcar de beber, abraço!

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